
Olha, Roxane, essa rosa. Olhe o quão linda ela é... a sua beleza é algo sobrenatural. Faz-nos sentirmos imensamente pequenos perante a tanta exuberância. Observe as pétalas... sinta o aroma... faz-nos sentirmos tão bem consigo mesmos, não? A natureza é algo surpreendente. Olhá-la me lembra de ti, de tua doçura. Mas fico pensando... como algo tão belo, como esta rosa aqui, possui espinhos tão ameaçadores? Olho a ela e me lembro de ti, Roxane... em como pôde fazer aquilo comigo, conosco. Não sei onde colocar a rosa, onde você prefere? Ela irá morrer, de qualquer maneira, está fora de seu ramo natural... Espero, Roxane, que me perdoes pelo que fiz contigo. Foi mais forte que eu, eu juro. Espero também o perdão da rosa, por tirá-la de seu lugar natural... O amor é realmente algo que nos prega peças... Como gosta da rosa? Quer mais de uma? Posso trazer mais, se preferir. Qual era teu espinho, Roxane? Por que perfurastes meu coração com ele? Mas isso já acabou, destruí espinho e rosa, juntos. Juntos...
Olha, Roxane, essa rosa. Olha o quão vermelha ela é, olhá-la me lembra de ti, morta, sangrando... ao lado do outro, do espinho da rosa... Olhe a cor dela, Roxane... olhe para esse vermelho, se parece tanto com a cor do teu sangue... Como pôde, Roxane? Como pude, Roxane? Por quê...? Por que, Roxane... por quê?...
As flores têm cheiro de morte, a dor vai fechar esses cortes.
-Por: Thaís.


